É certo que onde há pessoas reunidas com os mesmos interesses e
propósitos, independentemente das condições ou preposições de cada uma,
haverá a existência de conflitos.
Nas empresas não é diferente. Todo ser
humano, mesmo que inconscientemente, em algum momento se vê em conflito consigo
mesmo. Se colocarmos esses embates sob uma ótica positiva no dia-a-dia
profissional, poderemos afirmar que discussões saudáveis promovem a troca de
conhecimentos e contribuem para a homogeneização da equipe e melhoria do clima
organizacional. Porém, quando as situações de conflito ocasionam antipatia e
afronta recíprocas entre os envolvidos, o ambiente empresarial fica
comprometido.
A gestão de pessoas é uma arte. Envolve entre
outros fatores, práticas e processos que buscam minimizar conflitos entre os
membros de uma organização. Para que exista uma evolução no ambiente
corporativo, as empresas devem disseminar as características comportamentais
esperadas pelos seus profissionais. Podemos citar algumas delas, como:
comunicar-se de forma direta, clara e objetiva; saber escutar; discutir idéias,
mas respeitar a opinião das partes envolvidas; utilizar a intuição e o
auto-conhecimento para expor da melhor forma seus pensamentos; transmitir
credibilidade no momento da argumentação; e persuadir pelo convencimento.
Os conflitos são importantes e essenciais para
o crescimento de todos e da empresa. A expectativa é quanto à solução. Por
exemplo, quando um cliente entra em contato com a empresa ele quer que o
profissional resolva o seu problema. O fato pode demonstrar se a empresa é
competente ou não. A empresa saudável é aquela que prioriza de forma
inteligente o cliente interno. Isto é, o ambiente interno saudável vai
espelhar o bom atendimento ao cliente externo.
É impossível imaginar que existe uma empresa
sem conflitos, até porque somos seres humanos e temos uma história milenar que
influencia o nosso inconsciente coletivo e individual. Necessitamos do conflito
para sobreviver, provar nossas competências, elevar a auto-estima e sermos
respeitados como indivíduos que se relacionam com a sociedade.